Entendo a arte em suas diferentes linguagens e processos como potente e fundamental ferramenta de transformação e desenvolvimento do ser humano desde seu nascimento. Com formação de artista, descobri ao longo da minha carreira a paixão pela educação através da arte. Em 2018 abri meu próprio espaço, junto com minha irmã e coreógrafa Andrea Jabor, a Casa 38, um espaço independente de arte, educação e movimento, com foco na primeira infância.

 

A minha trajetória foi construída pelos encontros com pessoas e lugares muitos especiais que me fizeram mergulhar nas pesquisas e processos investigativos e criativos dos artistas, seus contextos e significados, e o entendimento da potência da arte para a educação. Nesses mais de 25 anos de trabalho nesta área foram tantos encontros, exposições, obras, artistas e pesquisas que alimentaram programas, cursos, oficinas, curadorias pedagógicas, publicações, ações e intervenções em espaços públicos que tive a oportunidade de desenvolver, participar, aprender e colaborar, e que fazem parte de quem sou hoje.

 

Na Casa Daros, onde trabalhei por quase oito anos como Gerente de Arte e Educação, foi um privilégio  fazer parte da criação e implantação da programação de arte e educação da instituição, e uma oportunidade trabalhar com tantos artistas e educadores do Brasil e da América Latina colaborando com a programação de arte e educação da instituição, partilhando suas pesquisas, pensamentos e abordagens.

 

Com a vivência da maternidade me vi instigada a trabalhar com bebês e crianças pequenas e criar programas especialmente para essa faixa etária. Em pesquisas sobre a arte na primeira infância descobri a abordagem pedagógica de Reggio Emilia na Itália e a experiência educativa Aeiotu da Colômbia, das quais tive a oportunidade de conhecer de perto, fazer formação e trabalhar em colaboração nas ações e programas do Núcleo de Educação Infantil da Casa Daros.

 

Minha grande 'escola' foi seguramente os dez anos que trabalhei no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, um museu-escola-laboratório de futuros, onde pude exercer um trabalho onde curadoria e educação andavam juntas pensando exposição, recepção, participação e experimentação. Um museu que reconheceu a complexidade da questão do entendimento e da recepção da arte contemporânea, e tomou como principal linha de atuação o desenvolvimento de estratégias de aproximação afetiva e de participação do público em suas exposições.

 

Paralelamente nesse período trabalhei em diversas instituições e projetos desenvolvendo programas de arte e educação, CCBB/RJ, Oi Futuro, Museu Histórico Nacional, SESC, entre outros. Acompanhando minha trajetória estão também os programas de formação para educadores, cursos e oficinas; palestras em seminários, aulas de arte para jovens e crianças, trabalho com bebês e a realização de publicações de arte e educação para as instituições onde atuei.

 

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